Curtidas não pagam conta

A falta de influência dos influenciadores digitais

Século 21, uma nova forma monetária é criada, o nome dado a nova moeda é “influencer”. Ninguém ainda sabe o valor real desta nova moeda, mas já está difundida por todo o globo.

Mas qual o real valor desta moeda e principalmente influência dos influenciadores digitais? As marcas estão obtendo um real retorno sobre o investimento? O retorno que digo é o financeiro, a bufunfa, a grana, o tostão, o dim dim. É aquilo que faz as empresas pagarem as contas e adivinhe só: Curtidas não pagam as contas.

Recentemente foi exposto o caso de uma influenciadora americana, com mais de 2,5 milhões de seguidores e que não conseguiu realizar a venda de 40 camisetas que ela divulgava em seu perfil. O que aconteceu? Cadê o pote de ouro no final do arco-íris?

Primeiramente as marcas precisam entender que as pessoas se inscrevem em canais, curtem perfis no instagram para consumir conteúdo ORIGINAL e não comercial. Outro fato importantíssimo a ser levado em conta é a relevância de cada CURTIDA em uma foto ou vídeo. O que quero dizer com isso:

Se um influenciador com 10 milhões de seguidores postar o seu conteúdo de rotina, digamos que ele irá obter 500 mil curtidas na foto. E se o mesmo influenciador, postar a foto de uma PEDRA, irá obter 400 mil curtidas. E se a foto postada for utilizando a marca da sua empresa também terá as 400 mil curtidas. E sabe o que isso significa? A sua empresa tem a mesma relevância de uma pedra.

Ainda é presente nas empresas a ilusão das curtidas. Onde o ego por um número astronômico é mais importante que as vendas geradas. Acredito veemente na bolha dos influenciadores. E principalmente em duas vertentes:

1) Os valores cobrados. (R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 100 mil reais por um post). Qual a base para os valores? Quais as comprovações? Qual o cálculo? 2) A falta de influência para gerar vendas.

Minhas convicções sobre atual cenário e futuro: 1) O trabalho com influenciadores para trazer resultados vai muito além da publicação de algumas fotos utilizando a camiseta da sua empresa. É necessário ter uma, criar conteúdo e principalmente CRIAR VALOR para a base de fãs através da figura que você contratou. 2) Acredito que cada marca/empresa deve ser o seu próprio influenciador. Através da produção de conteúdo, da originalidade e principalmente por colocar em todos as plataformas de mídias digitais o seu DNA. Ser o seu próprio influenciador é reduzir custos e aumentar a proximidade com seus fãs.

O mundo está cada vez mais competitivo e as empresas estão com margem de erro reduzida. E para muitos influencers compraram sua base de fãs na internet, bom estes já são carta fora do baralho.

Créditos : Jordan Hang

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