Não espere a crise passar

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A crise veio para ficar ou será que ela é passageira? É impressionante como as pessoas só falam hoje em crise e com isso vão deixando de executar as suas atividades com entusiasmo e vontade de vencer. Muita gente já inicia a semana travada, falando das dificuldades e trabalhando em marcha lenta. Na sexta-feira essas pessoas estão totalmente derrotadas.

O Brasil está passando por dificuldades econômicas? Não resta dúvida que sim. Inflação em elevação, altas taxas de juros, cortes nos orçamentos do governo, redução da produção industrial, demissões de trabalhadores etc. Mais o país vai parar? É lógico que as pessoas vão continuar comprando – umas mais e outras menos.

O que fazer, então, para ser menos afetado e continuar vendendo, já que sempre vão existir compradores? Uma coisa é certa, reclamar e esperar a crise passar é a pior estratégia. A atitude correta é empregar energia em coisas que se traduzam em resultados. Algumas pessoas falam que é a hora de usar a criatividade. Mas apenas a criatividade não será suficiente se não for acompanhada de muito trabalho. E tem que ser trabalho duro mesmo! É associar esforço mental com esforço físico.

Recentemente ouvi uma entrevista numa rádio, com um grande empresário no segmento atacadista e frigorífico de Pernambuco, que estava falando com bastante entusiasmo sobre o seu negócio num momento de muita dificuldade econômica. O radialista perguntou se suas empresas não estão sendo afetadas, já que em plena crise ele está montando mais um grande frigorífico em outro estado. Ele respondeu que antes da crise acordava às quatro horas da manhã, agora, enquanto a crise não passa, está trabalhando mais ainda. Disse que tem consciência de que toda crise é passageira e serão mais afetados os empresários que pensam que ela é eterna e ficam paralisados.

A verdade é que com crise ou sem crise, vencem os profissionais que adotam atitudes proativas, que fazem as coisas acontecer. Ficar esperando acontecer nunca deu certo em nenhum tipo de negócio.

Lembro-me de um grande fazendeiro do passado (antigos coronéis), de determinado estado do Nordeste, que adotava algumas regras exóticas em suas fazendas com objetivo de incentivar os seus trabalhadores. As regras eram escritas em letras grandes nas paredes dos prédios das propriedades para todas as pessoas lerem com facilidade. Um delas era: “Nesta fazenda não se pode ficar parado; mesmo na hora da morte tem que estar estrebuchando”.

Vejo hoje muitos empresários reclamando, mas sem fazer nada para que as coisas mudem em suas empresas. Funcionários desmotivados, despreparados, com os pés pregados no chão, conversando nas redes sociais, atendendo mal aos clientes etc. Se as coisas já não estão fáceis em virtude da alta competitividade, exigindo grandes diferenciais para conquistar e manter clientes, pior será para as empresas que continuam prestando serviços ruins num mercado em dificuldades.

Na semana passada fui a uma loja comprar determinado produto e a vendedora que estava me atendendo perguntou-me as horas. Respondi que eram 16h30. Ela disse em alto e bom som: graças a Deus a loja já vai fechar! O expediente encerra às 17h.

Num país como o nosso, onde, segundo pesquisas, numa escala de zero a 10, o atendimento e serviços prestados estão com média de 6 pontos na concepção dos clientes, o que se pode esperar das empresas ruins em épocas de crise? Fazer promoções, baixar preços e, ainda, reclamar significa perda tempo e dinheiro, muitas vezes com consequências desastrosas.

Portanto, nos momentos de dificuldades vencem as empresas que têm pessoas preparadas e motivadas, comprometidas e trabalhadoras, com excelente atendimento e serviços diferenciados para superar expectativas e encantar clientes, capazes de construir relacionamentos de longa duração.

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